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Passo a Passo
Para quem fizer o PR “Caminho do Carteiro” sem prever transporte de recolha no
final, o regresso deve ser feito pelo mesmo caminho, em sentido inverso. É no
pequeno largo da velha aldeia tradicional de Rio de Frades que faremos a
descrição deste percurso. Se se pretende mais fácil estacionamento, deve
começar-se cerca de 1 Km antes, junto ao cemitério do lugar, por ser
extremamente exíguo o espaço daquele largo. A distância deste segundo local até
ao dito largo vence-se através de uma estrada asfaltada muito estreita mas sem
desníveis significativos e muito panorâmica.
Daí, continua-se,
também em asfalto, por apertada via até às antigas instalações das minas de
volfrâmio, onde hoje existe um pequeno núcleo habitacional alojado em parte do
que resta daquelas instalações. Pouco antes do fim do asfalto, toma-se, à
esquerda, o antigo caminho que inicia a subida para Cabreiros.
Depois de passar
por algumas galerias das antigas minas e respectivas cascalheiras, prossegue-se,
durante algum tempo, pela curva de nível, sem subir, nem descer, à vista do Rio
Frades que corre, ao fundo, tumultuoso, em sucessivos meandros, por entre
gargantas apertadas. Logo de seguida, inicia-se suave descida que nos conduz ao
pequeno pontão pelo qual é feita a travessia do Rio.
Dobrado o Rio,
vem a subida constante até Cabreiros. À entrada do lugar, deparamos com a escola
primária, edifício simples da década de sessenta do século passado, depois da
qual tomamos o caminho da direita que nos leva até Tebilhão.
O trajecto entre
as duas aldeias é de rara beleza, dele se alcançando paisagens inolvidáveis: do
lado de Cabreiros avistam-se as deslumbrantes leiras em socalcos de Tebilhão; do
lado de Tebilhão avistam-se o casario da velha aldeia de Cabreiros e o verde que
cobre os seus múltiplos e pequenos campos de cultivo.
Cenários
impressionantes que fazem o visitante meditar no esforço hercúleo que, ao longo
dos tempos, os homens aí residentes, tiveram que fazer para dominar a montanha
agreste e dura e construir nela aquela bucólica paisagem de encantar.
Prosseguindo o
trajecto dobramos a capela de Sta Bárbara de Tebilhão e atingimos a carreira de
moinhos do mesmo lugar, junto à estrada de asfalto. Há, neste local, um marco a
assinalar a altitude. Entre o cemitério de Rio de Frades e esse marco,
verifica-se um desnível de 500 metros. Desnível que, olhando para trás, os
caminheiros constatam que venceram. É obra!
Aí chegados,
volta-se pelo mesmo caminho até Cabreiros, onde se sobe pela rua central em
busca de um dos seus estabelecimentos comerciais, para tomar café e refazer
energias.
Retemperadas as forças,
inicia-se a longa descida até Rio de Frades. Agora o vale do Paivó a nossos pés;
montanhas e montanhas a perder de vista até à mais alta cumeada do Montemuro,
constituindo tudo uma paisagem inigualável e inesquecível. O silêncio envolvente
é quebrado pelo sibilar suave da brisa fresca que desce da montanha e, aqui ou
além, pelo canto das aves e pelo voo tranquilo da águia de asa redonda.
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