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Alterações climáticas

As alterações climáticas são definidas como “mudanças no clima provocadas direta ou indiretamente por atividades humanas que provoquem alterações na composição global da atmosfera e que sejam adicionais à variabilidade climática natural observada durante períodos de tempo comparáveis”.

Estas mudanças no clima vêm a ser registadas ao longo dos milhares de anos do planeta. Contudo, atualmente têm-se apresentado como uma das maiores problemáticas ambientais com impactes sociais e socioeconómicos na humanidade, dado que, no último século o ritmo das variações climáticas tem vindo a dar-se de forma muito acelerada, mais que o que o meio ambiente consegue assimilar.

Ao longo dos últimos anos estes fenómenos têm-se vindo a acentuar, manifestando-se em grande parte na subida da temperatura média global da baixa atmosfera, que resulta em eventos climáticos extremos (vagas de frio, ondas de calor, tempestades, secas, galgamento costeiro) e aumento do nível médio das águas do mar devido, principalmente, ao degelo das grandes massas de gelo existentes nas zonas polares.

Dado que a agravação deste fenómeno se deve ao leque de atividades humanas que resultam na emissão de gases com efeito de estufa (GEE), tais como dióxido de carbono (CO2): metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), é cada vez mais importante implementar medidas que se dirijam à mitigação do problema ou adaptação aos seus efeitos, estando estas duas vertentes fortemente relacionadas.

Estas duas linhas de atuação implicam objetivos diferentes, uma vez que a mitigação é o processo que visa reduzir a emissão de GEE para a atmosfera, através de uma mobilização à escala global, e a adaptação é o processo que procura minimizar os efeitos negativos dos impactes das alterações climáticas nos sistemas biofísicos e socioeconómicos, tendo um âmbito local.