Ao longo de dezoito oficinas, distribuídas pelas dezasseis freguesias e uniões de freguesias do concelho e pelos Agrupamentos de Escolas de Arouca e de Escariz, o projeto proporcionará momentos de aprendizagem, partilha e encontro entre diferentes gerações, reforçando os laços comunitários e promovendo a identidade cultural arouquense.
O primeiro ciclo de oficinas que arranca a 27 de junho, prolongando-se até 16 de agosto, (ver calendário abaixo), decorrerá nas freguesias de Fermedo, Moldes e Tropeço, bem como nas uniões de freguesias de Arouca e Burgo, Covêlo de Paivó e Janarde, e Cabreiros e Albergaria da Serra.
A iniciativa visa revitalizar esta tradição musical, incentivando o aparecimento de novos praticantes e contribuindo para a preservação de exemplares valiosos do Cancioneiro de Arouca. Pretende, igualmente, reconhecer e valorizar o papel dos praticantes locais enquanto guardiões deste património, promovendo a sua participação ativa nos processos de salvaguarda e transmissão cultural.
Para a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, «o projeto ‘Vozes da Terra’ consolida o compromisso do Município com a preservação da identidade cultural local e com a valorização das pessoas que mantêm vivas estas tradições, muito concretamente o canto popular polifónico feminino, estando assim em linha com o trabalho que temos vindo a desenvolver nas escolas com o projeto educativo “Botar Cantas nas Escolas”. “Queremos que estas oficinas sejam espaços de encontro e de partilha de saberes, onde cada participante possa contribuir para a continuidade deste património que distingue Arouca e que sejam um importante contributo para reforçar a candidatura do canto a vozes a Património Cultural Imaterial da Humanidade que está a ser preparada”, acrescenta a autarca.
A participação nas oficinas é gratuita, sendo obrigatória inscrição até ao dia anterior à realização de cada sessão. As inscrições podem ser efetuadas através do endereço eletrónico museu.municipal@cm-arouca.pt ou do telefone 256 940 250.
O projeto municipal “Vozes da Terra” é apoiado pelo Programa NORTE 2030, no âmbito do Portugal 2030, com cofinanciamento da União Europeia através do FEDER.
]]>Conhecidos por distinguir figuras, acontecimentos e situações marcantes pelo seu carácter invulgar, os “Monstros do Ano” assumem-se como uma cerimónia que procura “glorificar o insólito, aplaudir o disparatado e abraçar aquilo que nos torna únicos”. Ao longo de mais de uma década e meia, praticamente todas as personalidades da vida pública portuguesa passaram pelas nomeações, transformando esta iniciativa num dos eventos mais irreverentes do panorama nacional.
O espetáculo, em digressão pelo país, apresenta ao vivo os momentos mais marcantes da história dos “Monstros do Ano”, dando a conhecer o conceito a novos públicos e reencontrando aqueles que acompanham o projeto desde o início.
Durante cerca de 90 minutos, Fernando Alvim, conhecido apresentador de rádio e televisão na Antena 3 e na RTP1, conduz a cerimónia com o humor e a irreverência que lhe são característicos. Ao longo do espetáculo, são apresentadas as 16 categorias e mais de uma centena de nomeados, cabendo ao público presente escolher o grande vencedor da noite.
A entrada é livre.
]]>Sobre a autora
Maria do Rosário Fernandes Martins, nascida em 1959, na freguesia de Sambade, concelho de Alfândega da Fé, distrito de Bragança, é Professora do 1º Ciclo, tendo concluído o Curso do Magistério Primário na Escola do Magistério Primário do Porto, em 1979, e, mais tarde, a licenciatura na Universidade Aberta. Tirou o curso de professora bibliotecária na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação do Porto.
Como professora do 1º ciclo, fez parte dum grupo de trabalho no âmbito do projeto Sócrates denominado “Aqui Cabemos Todos”, projeto transnacional envolvendo espanhóis, franceses e suecos.
Desenvolveu projetos e orientou oficinas na Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos, e nas bibliotecas de praia, vários anos, nas interrupções escolares, tendo sempre como base desses projetos e desses ateliers os livros e as histórias.
Em 2003, assumiu funções de professora bibliotecária no Agrupamento de Escolas Abel Salazar, em S. Mamede de Infesta, Matosinhos, no distrito do Porto, funções que ainda exerce.
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Esta intervenção, preciosa para o Mosteiro e para os arouquenses, não é compatível com o evento “Arouca – História de um Mosteiro”. Estes espaços (os mais emblemáticos do Mosteiro), acolhem habitualmente parte significativa das atividades e são elementos centrais e indispensáveis para a qualidade e para a autenticidade do evento.
Para a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, “a suspensão do evento em 2026 não representa uma interrupção do projeto, mas antes uma oportunidade para reforçar aquilo que lhe dá verdadeira força: a comunidade, a memória coletiva e o sentimento de pertença que se construiu ao longo dos anos”. “Queremos que 2026 seja vivido como um ano de bastidores, de participação e de preparação para o grande regresso em 2027. O Mosteiro continua vivo através das pessoas, dos figurantes, das associações e de todos os que fazem deste evento um património identitário de Arouca. Iremos calendarizar um conjunto de atividades, de modo a mantermos o espírito coletivo e a mobilização da comunidade. O evento faz uma pausa, mas a comunidade não”, afirma a autarca.
O evento “Arouca – História de um Mosteiro” regressará em 2027.
]]>O livro conta a história de Maria Teresa, uma mulher que cresceu numa pequena vila piscatória entre a austeridade familiar e a liberdade que encontrava nos livros e numa paixão clandestina. Condenada a viver à sombra do que o pai e o marido haviam sonhado para ela, resolveu pôr em causa as ordens e as tradições, tomar as rédeas do seu destino, deixar para trás uma vida de conforto e atravessar o rio em busca de emancipação. Hoje encontramo-la a tecer tapetes numa casa escura que ninguém sabe o que esconde e é considerada uma espécie de bruxa que assusta as crianças; porém, é numa amizade improvável com Joana, uma menina que aprende com ela a amar os livros, que Maria Teresa encontrará a redenção.
A apresentação de “Quem Tem Medo dos Santos da Casa” estará a cargo da jovem escritora Ana da Cunha. A entrada é livre.
Sobre a autora
Sara Duarte Brandão nasceu no Porto em 1997, com um pé na Beira Baixa e outro em Arouca, onde teve a sorte de ter avós. Licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Estudos Literários, Culturais e Interartes, é Facilitadora em Criação Artística Comunitária e doutoranda em Ciências da Educação com uma bolsa da FCT.
Recebeu o Prémio Literário Nortear com o conto (Ver). Cofundou a Truz Truz Editora (2020), onde é designer e autora, e a sua obra CriÁrvore (2022) foi recomendada pelo Plano Nacional de Leitura. Publicou o livro Descolonizar o Sujeito Poético (2023) na Editora Urutau, que recebeu uma Menção Honrosa no Prémio Glória de Sant’Anna (2024) e foi finalista da Mostra Nacional Jovens Criadores – Literatura (2024). O seu romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa foi galardoado com o Prémio Literário Cidade de Almada – Romance (2023). A 30 de janeiro de 2026 é anunciada como vencedora da 2.ª edição do Prémio Wook Novos Autores (2025) com o romance Quem Tem Medo dos Santos da Casa, que se centra na história de Maria Teresa e numa pequena comunidade piscatória, tendo o júri destacado a forma como «revisita e transfigura os lugares-comuns da língua, atribuindo-lhes novos sentidos, com uma destreza reveladora de um invulgar talento literário».
Integra projetos que cruzam várias áreas artísticas como o teatro, as artes plásticas e a literatura. Faz tricô e prefere embalar males a cantar em vez de os espantar. Escreve por amor e teimosia e já não sabe distinguir acordos ortográficos.
Sobre a apresentadora
Ana da Cunha nasceu no Porto, em 1996. É licenciada em Teatro-Interpretação, pós-graduada em Dramaturgia e Argumento e mestre em Jornalismo. Em 2016, venceu o Prémio Aldónio Gomes com a obra (Des)Controlo e, em 2025, o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho – Prosa de Ficção | Jovens Talentos com a obra “Sodade”, um romance de personagens sonhadoras e resistentes que é também a história da imigração da comunidade de Cabo Verde para Lisboa após o 25 de abril. É jornalista na Mensagem de Lisboa.
]]>As comemorações estão alinhadas com o tema definido pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus) para o Dia Internacional dos Museus: “Museus a unir um mundo dividido”.
A 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, o Museu Municipal abre portas com entrada gratuita das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.
Consulte o programa e participe nas comemorações.
Programa
16 de maio (sábado)
15h30 | Inauguração da exposição de pintura “Artes e Ofícios” de António Ervedeiro
16h00 | Oficina de ilustração “Museus a unir um mundo dividido” com Luísa Portugal
17 de maio (domingo)
15h30 | Domingos em Família: Oficina Criativa “Produção de cartões de aniversário” com Alexandra Gonçalves
Público-alvo: famílias com crianças e jovens a partir dos 6 anos
Participação gratuita sujeita a inscrição prévia até às 17h00 de 16 de maio em https://forms.cloud.microsoft/e/8bAZe5R7LJ
18 de maio (segunda-feira)
15h00 | Exibição do documentário “Albergaria da Serra”
15h30 | Apresentação de peça no âmbito da ação de formação “Criação de Novos Produtos”
16h00 | Canto a Vozes de Mulheres pelo Conjunto Etnográfico de Moldes
O concerto começa no Claustro, com a leveza envolvente das cordas, e continua na Biblioteca Memorial D. Domingos de Pinho Brandão, onde estas se encontram com o piano, numa experiência de escuta de grande proximidade com os intérpretes, pensada para todos os públicos.
O programa reúne duas obras do período clássico, de dois compositores fundamentais da história da música: o Divertimento em Ré Maior, de Mozart, e o Segundo Concerto para Piano, de Beethoven, num arranjo para piano e quinteto de cordas.
São intérpretes o pianista neozelandês Jun Bouterey-Ishido, residente em Portugal, premiado internacionalmente e doutorado em artes musicais, e um conjunto de cordas composto por solistas da Sinfonietta de Braga, agrupamento com intensa atividade de divulgação musical, que atua nesta ocasião sob a direção de Matilde Loureiro, violinista com raízes no concelho de Arouca. Acompanham-na Pedro Oliveira (violino), Rita Carreiras (viola), Tiago Mendes (violoncelo) e Francisco Gonçalves (contrabaixo).
O concerto é promovido pelo Círculo Cultura e Democracia em parceria com a Sinfonietta de Braga, o Mosteiro de Arouca, a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda e o Município de Arouca, com o apoio da CCDR NORTE, I.P. – NORTE PONTUAL.
]]>Sobre “Cantes de Abril”
A relação entre o Cante alentejano e o 25 de Abril vai muito para além da senha “Grândola Vila Morena”. O Cante foi um símbolo de resistência e de identidade, uma afirmação cultural, uma denúncia silenciosa das vidas difíceis e da dureza do trabalho, no Alentejo. Com a liberdade, veio a possibilidade de as mulheres também o cantarem, e multiplicaram-se os grupos de Cante, num caminho que culminou no reconhecimento, desde 2014, pela UNESCO, como Património Cultural e Imaterial da Humanidade.
Pedro Mestre é um dos rostos deste caminho. Com 25 anos de carreira, tem sido um verdadeiro guardião do Cante, ao fundar e ensaiar corais alentejanos, mas também ao trazer novas gerações para esta música tradicional do Alentejo, ao levá-la às escolas, onde, desde 2006, ensina a tradição a alunos do 1.º ciclo, no Baixo Alentejo.
Neste concerto comemorativo do 25 de Abril, junta-se ao Orfeão de Arouca, numa partilha de estilos, entre o Cante e o Cancioneiro de Arouca, em que ouviremos as canções que davam voz a esse povo oprimido pelo trabalho e pela vida, bem como as que trouxeram a liberdade de se cantar a plenos pulmões que “o povo é quem mais ordena”.
Programa | Comemorações 25 de Abril
22 de abril
10h00-16h00
Pedalada grisalha: Liberdade para todas as idades
Ecovia do Arda
25 de abril
21h30
Espetáculo “Cantes de Abril” com Pedro Mestre, grupo de cante alentejano e Orfeão de Arouca
Praça Brandão de Vasconcelos
Escrito a quatro mãos por Isabel Gonçalves e Maria de Lurdes Duarte, com ilustrações de Joana Magalhães e tradução de Odete Teixeira, o livro conta a lenda das Pedras Parideiras, fenómeno geológico que ocorre na aldeia da Castanheira, na Serra da Freita, que é um Geossítio de relevância internacional do Arouca Geoparque Mundial da UNESCO e que está associado à fertilidade.
Esta é a primeira apresentação de livro que a Biblioteca Municipal acolhe após as obras de requalificação.
Sobre as autoras, ilustradora e tradutora
Isabel Gonçalves
Nasceu em junho de 1973, em Gatão (Vale de Cambra). É professora do 1.º Ciclo e pós-graduada em Educação Especial. Exerce a profissão há mais de vinte anos e é também escritora.
Nascida e criada na aldeia, diz guardar na memória as histórias que ouvia dos antigos, da mãe e dos livros que a madrinha lhe oferecia ainda muito nova.
Participou em diversas coletâneas de poesia e de prosa e tem vários livros infantojuvenis publicados e vários projetos de escrita em mãos.
Maria de Lurdes Duarte
Nasceu em maio de 1963, no Porto. Viveu até casar em Vila Nova de Gaia, altura em que se mudou para Lisboa, tendo lá permanecido durante dez anos. Fixou-se depois em Alvarenga, Arouca, onde reside. É professora do Ensino Básico no Agrupamento de Escolas de Arouca. Em 2015, venceu o I Concurso de Poesia de Alvarenga “Dr. Reinaldo Noronha”, que decorreu na Semana Cultural de Alvarenga. Para além de participações em coletâneas de prosa e poesia, tem publicados três livros de sua autoria.
Joana Magalhães Melo (ilustradora)
É natural da freguesia de Santa Eulália, concelho de Arouca, onde nasceu em junho de 1980. É professora de Inglês no 1.º CEB e nos seus tempos livres pinta aguarela.
Começou a pintar na ilha da Madeira, onde residiu quatro anos e frequentou um ateliê de pintura a óleo e outro ateliê de pintura em acrílico. Em 2021 participou num concurso do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia para assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, tendo recebido o 1.º prémio, com um trabalho em aguarela. Em 2022 integrou a exposição coletiva de ilustração “Lendas e Milagres da Rainha Santa Mafalda” na Biblioteca Municipal de Arouca. Atualmente pinta apenas aguarela (ilustração infantil e botânica), hobby ao qual se dedica com muita paixão.
Odete Teixeira (tradutora)
Odete Teixeira nasceu em 1980 e é professora de Inglês (1.º ciclo) no Agrupamento de Escolas de Arouca. Faz parte de uma associação local, em Rossas, onde explora o teatro, experiência que tem contribuído para o desenvolvimento da sua sensibilidade artística e expressão criativa. Paralelamente, participa em atividades da igreja, como a catequese, reforçando o seu compromisso com a educação dos jovens.
Com um gosto especial pela escrita de histórias, tem incentivado os seus alunos a desenvolver competências linguísticas e criativas, tendo já orientado a criação de textos no âmbito do Concurso Kamishibai Plurilingue da Universidade de Aveiro. Este percurso culmina agora no seu primeiro trabalho de tradução, refletindo o seu interesse contínuo pela língua e pela comunicação intercultural.
]]>Imagine voltar atrás no tempo. Caminhar por ruas onde ecoam histórias antigas. Cruzar-se com personagens de outros séculos e sentir o pulsar de uma comunidade que marcou a história de Arouca. Durante três dias, o Mosteiro de Arouca e a sua envolvente transformam-se num palco vivo, onde se recria o quotidiano das religiosas e das gentes que, ao longo dos séculos, fizeram deste lugar um centro de fé, trabalho e encontro. Integre esta viagem no tempo como ator/atriz amador/a ou figurante, ajudando a dar corpo, voz e movimento às histórias que fazem parte da memória de Arouca.
Vista a história. Viva o passado. Faça parte desta recriação.
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