O Município de Arouca viu formalmente aceite a sua integração na Rede Nacional do Património Cultural Imaterial (RNPCI), uma distinção que valida e consolida o compromisso estratégico do concelho na salvaguarda, valorização e transmissão da sua herança cultural.
Este acolhimento na rede nacional reflete o trabalho contínuo que a autarquia tem desenvolvido na proteção do seu Património Cultural Imaterial (PCI) e das suas expressões identitárias mais profundas. Neste âmbito, destaca-se o Canto a Vozes de Mulheres, tradicionalmente conhecido em Arouca como “Botar Cantas”. Esta joia viva, já inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, tem agora como grande objetivo o seu reconhecimento como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
A propósito deste marco, a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, salienta que “o desígnio do município passa por promover a revitalização do Cancioneiro de Arouca a partir das memórias preciosas que ainda subsistem nas nossas comunidades locais, honrando o saber das nossas mulheres e garantindo que esta matriz cultural única continua ativa e dinâmica no território”.
Ciente de que o futuro da tradição depende da mobilização comunitária e intergeracional, o município assume o projeto municipal “Vozes da Terra” como o grande motor operacional desta estratégia de salvaguarda. Esta iniciativa desdobra-se em quatro eixos fundamentais como as Oficinas de Canto a Vozes, que descentralizam a prática pelas várias freguesias; os Encontros Municipais de Canto a Vozes, que celebram e unem os grupos locais; a ação ‘Botar Cantas na Escola’, que leva esta arte vocal para dentro das salas de aula; e a realização de um concerto comunitário e intergeracional que conferirá uma renovada visibilidade pública ao canto popular polifónico, afirmando-o como um verdadeiro ícone da cultura popular do nosso território.
A este propósito, a presidente da Câmara Municipal, Margarida Belém, reforça o papel insubstituível da comunidade educativa neste processo: “A escola e a educação são pilares centrais e estratégicos para a salvaguarda do nosso património imaterial, transformando a sala de aula num novo e vital contexto de transmissão. Neste percurso, o património serve como uma poderosa ferramenta pedagógica e as comunidades locais tornam-se valiosos recursos educativos no terreno. O sucesso do ‘Botar Cantas na Escola’ assenta, por isso, numa forte parceria tripartida entre a escola, as comunidades locais e o município, representado através do Museu Municipal. É esta união que garante uma transmissão viva e contínua desta herança, integrando-a de forma natural no processo formativo, ao mesmo tempo que estimula o orgulho identitário e o rejuvenescimento da tradição desde a infância”.












