Arouca vai botar cantas na primeira noite da Feira das Colheitas, a 24 de setembro. Às 22h00, mais de uma centena de cantadeiras, com idades entre os 8 e os 90 anos, integradas no projeto municipal “Vozes da Terra”, e a cantora Ana Laíns vão subir ao palco da Praça Brandão de Vasconcelos, num concerto único que pretende celebrar a cultura e o património imaterial de Arouca e homenagear o canto polifónico feminino, um legado que atravessa gerações. A entrada é livre.
“O primeiro concerto da festa maior dos arouquenses celebra também a força e o poder da voz feminina, outrora silenciada, naquele que foi declarado pela ONU o Ano Internacional da Mulher Agricultora”, destaca a presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém. “Celebra igualmente a memória coletiva e um património vivo, feito de vozes e histórias, que, ao ser cantado, aligeirava a dureza da vida e dos trabalhos no campo”, acrescenta a autarca.
O concerto junta dois projetos dedicados à preservação da identidade cultural portuguesa: o Vozes da Terra, dinamizado pelo Município de Arouca através do Museu Municipal, com o propósito central de valorizar e preservar o canto polifónico feminino local; e o Identidade(s), de Ana Laíns, que celebra os seus 25 anos de carreira através de uma viagem etnográfica e musical pelos 20 distritos de Portugal, em plena defesa da nossa cultura.
No âmbito do concerto, a cantora fará uma residência artística em Arouca, com a participação de cantadeiras do Grupo Etnográfico de Danças e Cantares de Fermedo e Mato e do Centro Cultural, Recreativo e Desportivo de Santa Maria do Monte, e da jovem arouquense Daniela Almeida. Desta dinâmica criativa vai resultar uma nova canção, criada e interpretada por mulheres arouquenses, e que será apresentada, em primeira mão, neste concerto da Feira das Colheitas. Esta nova música será uma das 20 que vão integrar o álbum Identidade(s), projeto comemorativo dos 25 anos de carreira de Ana Laíns.
O concerto “Ana Laíns com Vozes da Terra” é apoiado pelo Programa NORTE 2030, no âmbito do Portugal 2030, com cofinanciamento da União Europeia através do FEDER.














